Caminho da paz interior


CAMINHO DA PAZ INTERIOR

Os sentimentos negativos é um resultado de como a pessoa pensa em relação aos acontecimentos ou as pessoas. É uma forma de interpretação. Quando a pessoa, aceita ou fica neutra em relação a uma atitude negativa de outra pessoa, ela fica em estado de harmonia, quando rejeita a atitude negativa de outra pessoa, ela entra em conflito.

O que qualquer outra pessoa diga ou faça, não pode realmente nos aborrecer-ou-irritar, a menos que os nossos pensamentos o permitam, através da rejeição.

Os sentimentos negativos causam o conflito que por sita vez destrói o estado de paz interior. Nos tiram qualquer possibilidade de sermos felizes, porque as emoções e os sentimentos negativos não causam felicidade.

No momento da concepção, recebemos a paz, a paz faz parte do nosso eu interior. O que ocorre é que muitas pessoas tem paz, mas não estão em paz. A ausência do estado de paz é ocasionado pela presença dos conflitos.

Por natureza todos temos a paz, mas nem todos a vivem. Uns não vivem por não optarem pela mesma, e outros por estarem em conflito com as pessoas ou consigo mesmo.

A eliminação dos conflitos e o encontro com a paz interior, ocorrem através do perdão e do Autoperdão.

Muitas pessoas dizem que perdoaram e quando surge qualquer alteração, voltam as acusações e as condenações em relação a fatos ocorridos. Isso significa que de fato, não ocorreu o perdão.

Muitas pessoas não admitem perdoar pelo fato de que outro cometeu a falha e isso o coloca como réu. E enquanto puderem condenar alguém, isso os coloca como superiores a outra pessoa.

O perdão não é difícil, basta que a pessoa deseje e decida eliminar o sentimento de condenação. Perdoar significa não condenar ou deixar de condenar.

Existem estados mentais negativos que são resultados do espírito de condenação. A pessoa muito condenatória pode ter estados de angustia, insônias, inquietação e até insatisfação de viver.

Portanto perdoar, antes de ser um ato de amor, e um ato de inteligência.

Quem ainda não pratica o perdão, não está permitindo a si mesmo viver a plenitude da harmonia e da paz interior.

Perdoar não é fraqueza, mas uma atitude de nobreza e que somente pessoas equilibradas emocionalmente conseguem colocar em prática.

Há muitas ideias erradas a respeito do perdão. Uma delas diz respeito ao seu valor terapêutico que não tem sido devidamente reconhecido, pois o real benefício do perdão raras vezes é definido. Por exemplo, muitos moralistas nos têm dito que é preciso perdoar por amor ao próximo, mas poucos mostram a importância de perdoar para te paz e ser feliz. O perdão traz benefícios para quem perdoa e não para quem é perdoado. E o meio de que a pessoa dispõe para libertar a sua mente dos sentimentos e das emoções negativas e, ao mesmo tempo, eliminar muitos conflitos que estão impedindo a paz interior.

Quando uma pessoa está sentindo algo negativo por alguém, a outra pessoa, na maioria das vezes, não está sentindo nada. Você pode estar se corroendo com sentimentos de condenação e a outra pessoa, simplesmente não sente nada.

Muitas pessoas dizem “quem não esquece não perdoa". Isso é apenas confusão de interpretação e assim confundindo perdão com esquecimento.

Esquecer nos sugere uma fuga ou negação da realidade para não enfrentá-la. Existem perfeitas condições de perdoar, o que não existe é como esquecer. O esquecimento do fato é impossível, o que se pode fazer é, através da compreensão e do perdão, lembrar da pessoa ou dos fatos sem sentimentos negativos ligados ao estado de condenação.

Quando você lembra da pessoa ou dos fatos, sem os sentimentos negativos, ai sim, você já perdoou.

Outro equivoco ocorre entre perdão e reconciliação, o que tem dificultado a aplicação do perdão terapêutico. Perdoar é uma atividade interior em que o indivíduo, ao deixar de condenar libertar-se dos sentimentos negativos, optando pela harmonia e pela paz. Reconciliação é voltar às mesmas atividades externas de antes do ocorrido com a outra pessoa. E voltar, após o perdão, a se relacionar com a outra pessoa pela qual havia sido ofendido, magoado ou caluniado. O perdão não é uma alternativa, mas uma decisão inteligente que deve ser praticada sempre; a reconciliação vai depender das circunstancias, poderá escolher ou não a voltar ao estado externo de relacionamento de antes com a outra pessoa.

Quem está condenando alguém, está sentindo ódio, mágoa, ressentimento e está se corroendo interiormente e não está em paz.

Quando dedicamos o ódio a alguém, isso nos traz as mágoas e os ressentimentos e altera no organismo a produção de neurotransmissores, diminuindo os positivos e alimentando os negativos como a noradrenalina, com graves prejuízos para a mente e para o corpo.

Alimentar rancores contra alguém ou um acontecimento, é viver no passado e assim não dar a si próprio uma chance concreta para a superação e a felicidade.

Perdoar é como um bálsamo que cura a alma e traz saúde para o corpo.

Existem pessoas que ainda vivem em clima de autocondenação, devido ás formas errôneas com que, durante muito tempo, ministros religiosos prometeram aos seus fiéis muito mais o inferno do que o céu. A condenação eterna era usada como meio de repreensão.

Isso nos leva a uma distinção importante: .a que existe entre a responsabilidade e a culpabilidade. Pessoa alguma pratica um ato porque o considera um mal, mas sempre porque lhe parece uma necessidade ou um bem. Evidentemente, muitas vezes, a pessoa pode enganar-se na sua avaliação do bem e do mal; equivocadamente o que e Inofensivo e bom o que pode ser mau a longo prazo. Isso porém não basta para tornar-nos sujeitos a censura ou à condenação.

De modo algum, a pessoa pode confundir seus erros com a própria identidade, mas considerá-los como atitudes e tornar a decisão de melhorar. Isso é arrependimento. Tem início, nesse momento, o Autoperdão.

A medida que a pessoa vai se desenvolvendo, passa a ter urna nova visão dos fatos, fazendo com que perceba as diferenças entre uma atitude e outra. A forma como percebia ontem não é a mesma de hoje; os valores de hoje não são os mesmos de ontem, o que quer dizer que uma pessoa com a visão e a percepção de hoje, pode concluir que o que fez ontem não é correto na visão de hoje, mas isso deve servir como exemplo positivo de corno fazer no presente e no futuro, e não corno motivo de censura ou autocondenação. Se, ontem, a pessoa pensasse e percebesse as coisas como hoje, provavelmente teria procedido de forma diferente.

O autoperdão é um dos principais meios para desenvolver o equilíbrio a paz e a alegria de viver.

Com o autoperdão chegamos ao arrependimento que nos leva a querer ser melhor no presente e no futuro.

O passado deve ser usado como referência para alertar no presente e no futuro.

Com o autoperdão desenvolvemos sentimentos de liberação interior, dos nossos erros, falhas e das vezes em que não acertamos, criando um estado interior de paz e harmonia, evitando, assim, os sentimentos de culpa, de autocensura ou de, autopunição. Tudo isso quando não ocorre o autoperdão, nos leva a um estado de miserabilidade e voltado para o passado e não para o futuro e para o bem.

As emoções são utilizadas de modo correto e apropriado quando nos ajudam a reagir adequadamente a alguma realidade do nosso ambiente atual. Uma vez que não podemos viver no passado, não podemos reagir adequadamente ao passado. Por tudo isso, o passado negativo deve ser encerrado com o autoperdão.

Profissional de Terapia Holística, Parapsicóloga Alice Follmann

Sou palestrante, parapsicóloga...

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