Por que evitar decisões desnecessárias no processo de Superação da Depressão

29.06.2016

 

Quais as decisões suas e da sua família que podem esperar?

 

Em períodos de recuperação da depressão a pessoa pode ficar sensível e mais irritada. É importante não tomar muitas decisões, ir com calma até que a mente processa as devidas mudanças, “mudanças doem”, e às vezes demora um pouco. Então vamos com calma, afinal vamos viver quem sabe mais de cem anos. O que custa esperar um ano ou dois para tomar novas decisões?

 

A depressão afeta a mente de quem está passando por ela e de quem está convivendo com quem está passando. Tome o menor número possível de decisões, até que estas turbulências passem, para não tomar as decisões erradas.

 

A depressão em si só já sofre grandes mudanças e que você vem enfrentando, é isso que dói tanto. Pense bem antes de levar a cabo qualquer mudança adicional que não seja necessária no momento. Jamais vamos ter a vida exatamente como queremos, mas podemos sim mover mundos e fundos para ir tornando-a mais perto possível disso.

 

Quando nos sentimos para baixo, tristes ou deprimidos/as, uma das tarefas mais difíceis de fazer é tomar decisões. Esta dificuldade é tão comum que, hoje em dia, já é um dos critérios indicados para o diagnóstico de depressão, estudiosos e terapeutas defendem que não só as pessoas deprimidas têm dificuldade em tomar decisões, como as decisões que tomam podem ser prejudiciais para eles/as próprios/as.

 

Uma vez deprimido a mente está congestionada de sofrimento, e o ingrediente principal para tomada de decisões é o pensamento racional consciente que analisa, observa, questiona, compreende, avalia e forma os comandos e as decisões.

 

Falando desse jeito pode parecer muito simples tomar decisões, porém, existe dois aspectos que influenciam fortemente este processo de tomar as devidas decisões que são: emoções fortes e expectativas negativas. Ou seja, na presença de emoções fortes, uma pessoa pode ver a sua tomada de decisão influenciada pela emoção e não pela razão. Ou, ainda podem existir expectativas negativas, irrealistas, em relação às consequências das decisões que pode tomar, o que também pode não ser positivo e benéfico.

 

Na ocasião, o pensamento de pessoas deprimidas é, muitas vezes, pessimista e negativo e dos que convivem também pode estar mais ou menos na mesma frequência, o que significa que tem maior probabilidade de ter expectativas negativas para as consequências dos seus atos. E são pessoas que estão mais ativadas emocionalmente, principalmente para emoções negativas.

 

Muitos dos que tomam algumas decisões e depois de feito se arrependem, ficam desiludidos, mais tristes ainda e a frustração toma conta, se tornando um grande perigo até de pensamento suicida.

 

Como falei anteriormente, dê um tempo, não tome decisões precipitadas, reveja o que é urgente e extremamente necessário.

 

Quais as decisões sua e de sua família que podem esperar?

 

Não há a necessitada de forçar a barra, pois sabemos tudo que fizemos com esforços está fora da sincronia da lei do universo e deprime mais ainda.

 

Por exemplo, num período de depressão, os familiares ou a pessoa forçar em querer uma promoção no trabalho, uma vez que sente não conseguir suportar uma carga horária mais pesada, e não ter a capacidade necessária para ocupar o cargo, ou que irá decepcionar o seu superior.

 

Entretanto o contrário, pedir demissão do seu trabalho devido às dificuldades associadas à depressão, subestimando seu potencial, isso também acarretará mais transtornos ainda. Ou tomar a decisão em adquirir um carro, através de financiamento sem ter certeza de honrar com os compromissos das prestações, gerando transtorno altamente incapacitante.

 

É natural que o depressivo oscile entre estados de extrema ansiedade e estados de profunda letargia e desespero. Há momentos em que as preocupações teimam em andar em círculos pela mente, e os problemas se avolumam permitindo que o desespero também cresça de dia para dia.

 

É também por isso que a Terapia Holística, meditação, relaxamentos, exercícios físicos, boa alimentação e psicoterapia é uma ajuda fundamental para as famílias atingidas pela depressão. Por um lado, é crucial que a pessoa seja acompanhada com um acordo com o terapeuta, seria à possibilidade de trabalhar todos os medos e crenças irracionais.

 

Mas é também importante que os familiares mais próximos sejam ouvidos, se sintam amparados e recebam informação específica que os ajude a compreender aquilo que, à primeira vista, pode parecer inconcebível. Na medida em que todos forem ajudados, aumenta a probabilidade de se evitar equívocos que podem destruir as relações afetivas. Quanto mais amparado a pessoa se sentir, maior é a probabilidade de recuperar de forma rápida e segura.

 

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Profissional de Terapia Holística, Parapsicóloga Alice Follmann

Sou palestrante, parapsicóloga...

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